Dr. Odilon Moreira Neto

MÉDICO - GERIATRIA
CRM: 60252

Geriatria e Paliativista Graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, realizou especialização em Geriatria pelo Hospital das Clínicas (UFMG), especialização em Cuidados Paliativos pelo Hospital das Clínicas (UFMG). Pós-graduando em Cardiologia Geriátrica pelo ACER geriatria (Hospital Madre Tereza, Belo Horizonte).

Horários de atendimento: segunda, quarta, quinta (a partir de 17:00hs) e sexta (a partir de 15:30hs) - telefone para contato (38) 3722-2350 - Email: dr.odilonmoreira@gmail.com

Atuando na promoção de um envelhecer saudável até o tratamento e reabilitação do idoso. O processo de envelhecimento impacta no comportamento orgânico, demandando abordagens diferenciadas, sendo o geriatra o médico que se especializou no cuidado dos idosos. No que diz respeito aos cuidados paliativos são práticas de assistência ao paciente incurável que visa oferecer dignidade e diminuição do sofrimento melhorando a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameacem a continuidade da vida.

Dr. Odilon Moreira Neto

O que é Geriatria:

É a especialidade médica que se integra na área da Gerontologia com o instrumental específico para atender aos objetivos da promoção da saúde, da prevenção e do tratamento das doenças, da reabilitação funcional e dos cuidados paliativos.

 

Área de Atuação:

O geriatra é um médico que utiliza uma abordagem ampla para a avaliação clínica, incluindo aspectos psicossociais, escalas e testes; por isso, a consulta geriátrica é, em geral, mais demorada.
Além de lidar com doenças como as demências, a hipertensão arterial, o diabetes e a osteoporose, o geriatra também trata de problemas com múltiplas causas, como tonturas, incontinência urinária e tendência a quedas. Ele também fornece cuidados paliativos aos pacientes portadores de doenças sem possibilidade de cura.

Quando procurar um Geriatra:

Não existe uma idade limite para buscar ajuda de um geriatra. A recomendação é buscar por auxilio já a partir dos 60 anos. Mas, nada impede que você recorra ao especialista um pouco mais breve do que nessa faixa etária. Isso porque ele te auxilia a envelhecer forma saudável, com menos limitações, dependências e sofrimento.

Ao buscar um médico mais cedo, você consegue realizar um acompanhamento preventivo. Ou seja, como o profissional avalia aspectos em relação à saúde, trata doenças e ajudar a compreender sobre quais são as mudanças que o corpo sofre por causa do envelhecimento, garantindo uma segurança e melhor qualidade de vida.

 

Dicas para aproveitar a consulta:

• Faça uma lista

A consulta a um profissional pode ser por vezes estressante – principalmente se o paciente não estiver se sentindo bem – e o estresse pode tornar a memorização do que se pretende falar e perguntar mais difícil. Assim, faça uma lista para levar a sua consulta. Escreva nessa lista todo e qualquer problema que você tenha agora ou tenha tido no passado e qualquer cirurgia ou procedimento que tenha sofrido no passado. Escreva o nome das medicações que você usou e que causaram efeitos colaterais desagradáveis ou perigosos. Se você estiver doente, anote os seus sintomas. Não se esqueça de também de anotar qualquer questão sobre a sua saúde que você tenha.

• Traga suas medicações, vitaminas e outros remédios para a consulta.

Antes de sair para a consulta, coloque todas as medicações (prescritas pelo médico ou adquiridas por conta própria), ervas, vitaminas e outros suplementos numa bolsa ou saco. Leve-as com você e mostre-as ao seu médico para que ele saiba exatamente o que você está tomando, quando (horários) e quais as dosagens. Isso é importante porque todas as substâncias podem interagir entre si e entre as medicações que o seu médico vier a prescrever. Elas podem inclusive afetar os resultados de alguns exames médicos.

• Caderno de anotações

Traga um à consulta para anotar todos os conselhos do seu médico. Se você tiver problemas para se lembrar, você poderá consultá-la no futuro.

• Considere levar um acompanhante

Um membro da família ou alguém que seja próximo a você (paciente) pode fornecer informações adicionais ao médico que você pode esquecer ou não valorizar. Ele poderá inclusive se lembrar dos conselhos médicos e ajudá-lo a por em prática as orientações. Se você quiser discutir algo em particular com o médico, há sempre a possibilidade de se solicitar ao acompanhante que deixe o consultório por este período.

Após a Consulta

• Entre em contato com o seu médico.
Caso haja uma reação às medicações, caso você tenha se esquecido de mencionar algo, ou caso você não apresente os resultados esperados. Os simples conselhos acima podem otimizar a comunicação com o seu médico. A boa comunicação significa um melhor entendimento do seu problema, um diagnóstico mais acurado e uma maior possibilidade de tratamento acertado.

 

O que é Alzheimer:

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

 

Dicas para pacientes com esquecimento:

O passado no presente. A maior parte dos doentes com Alzheimer passa a viver no passado, ou seja, a sua memória de longa duração substitui a memória de curto prazo. Isto significa que, embora possam lembrar-se nitidamente do que aconteceu há 30 anos atrás, não se conseguem recordar daquilo que almoçaram há 2 horas atrás. Como contornar esta situação? Não contornando, ou seja, deve-se aproveitar para conversar com o idoso sempre que ele quiser, sobre aquilo que ele quiser.

 

Curto e simples. Quando comunicar com um idoso que sofre de perda de memória, faça-o com frases curtas e simples, ou seja, de muito fácil compreensão. Utilize um vocabulário direto, evitando expressões e eufemismos que podem apenas confundir o idoso. Para, além disso, faça apenas uma pergunta ou solicitação de cada vez.

 

Tempo de resposta. Mesmo com uma comunicação simples, direta e curta, quem vive com a perda de memória necessita de tempo para responder àquilo que lhe foi perguntado ou pedido. Dê ao idoso todo o tempo que precisar para pensar no que lhe foi dito e formular a sua resposta, sem o apressar ou interromper o seu raciocínio. Se vir que pode ser útil, repita o pedido ou a questão.

 

Repetições, repetições, repetições. A comunicação com um idoso com perda de memória vai certamente estar recheada de frases e perguntas repetidas. Embora possa ser frustrante para quem está a ouvir, em vez de dizer “ainda agora acabei de te dizer”, tenha paciência e volte a repetir a resposta ou a pergunta, de preferência igual ou muito parecido com a resposta anterior, para evitar confundir o idoso.

 

Outras formas de comunicação. Infelizmente, a perda de memória pode afetar a comunicação verbal de um idoso, que pode ter dificuldade em expressar os seus pensamentos ou formular frases completas e coerentes – algumas pessoas até deixam de falar. Se a fala representa um obstáculo na comunicação com um idoso com perda de memória, mune-se de outras formas de comunicar: esteja atento à linguagem corporal e às expressões faciais, tanto do idoso como as suas – evite movimentos bruscos e revirar os olhos, por exemplo. Por vezes, apontar para algum objeto pode facilitar a comunicação, por isso, peça ao idoso para fazer o mesmo quando estiver com dificuldades em transmitir alguma ideia.

 

Erros e desentendimentos. Quem sofre de perda de memória nem sempre encontra as palavras certas para comunicar o que pretende, podendo substitui-las por outras que nada têm a ver com o assunto em questão. Esteja sempre muito atento ao desenrolar de qualquer conversa, procurando entender, mesmo por meias palavras, aquilo que o idoso está a tentar comunicar. Recorra a outras formas de comunicação – caso da gestual – se for necessário, mas evite chamar a atenção do idoso ou rir-se dele porque utilizou a palavra errada ou trocou o sentido a uma frase. Fazer isso pode levar a sentimentos de frustração, raiva, tristeza, falta de confiança e dignidade. O que importa é o significado daquilo que está a ser dito e não a forma como é dito: focalize-se nisso.

 

Mimos e carinhos. A perda de memória não significa a perda de emoção, por isso, mime o idoso com carinhos especiais. O esquecimento e a dificuldade em comunicar pode frustrar o idoso, levando-o à depressão e ao isolamento, o que significa que precisa, mais do que nunca, do sentimento de pertença e de segurança. Faça-lhe companhia numa das suas atividades preferidas, segure-lhe na mão, faça-lhe uma carícia no rosto ou dê-lhe um abraço forte – são gestos tão ou mais poderosos do que as palavras.

 

Vigilância atenta. Cerca de 60% dos doentes com Alzheimer acabam por se perder, vagueando sem sentido e sem conseguir voltar ao seu ponto de partida, devido à perda de memória. Para evitar situações como esta, assegure que não deixa as portas e/ou janelas da casa abertas; se tem receio que o idoso possa vaguear, não lhe peça para ir buscar o correio ou levar o lixo sozinho; não deixe o idoso conduzir ou andar de transportes públicos sozinho.

 

Personalidade própria. Apesar da perda de memória, o idoso continua, no fundo, a ser a mesma pessoa, com os mesmos gostos. Só porque a sua memória já não é o que era, não significa que não possa desfrutar de atividades e momentos de lazer que sempre apreciou. Você, melhor do que ninguém, conhece essa pessoa, por isso, faça por honrar a sua personalidade: se o idoso gosta de passear, acompanhe-o; se gosta particularmente de determinado programa televisivo, faça questão de ligar a TV na hora da sua emissão.

 

Paciência e disponibilidade. Se cuidar de um idoso já é exigente, lidar de perto com um idoso que sofre de perda de memória pode ser um desafio ainda maior. Depois de uma vida longa e preenchida, a terceira idade, com todos os seus obstáculos, pode ser fonte de depressão e desânimo para muitos idosos, os quais contam com os seus familiares e amigos diretos para os acompanhar nos últimos anos de vida. Esse acompanhamento requer, acima de tudo, disponibilidade e paciência, duas preciosidades para quem luta contra a velhice e as suas vicissitudes. Nunca é demais lembrar que, para conseguir isso com sucesso e saúde, quem cuida de alguém também tem de cuidar de si.

 

 

Apoio aos parentes de pessoas com Alzheimer

ABRAz Associação Brasileira de Alzheimer

Tontura no Idoso:

Tontura no idoso é uma das queixas mais comuns a partir dos 65 anos de idade, descrita como sensação de desequilíbrio e alterações na visão, podendo ser acompanhada ou não de enjoos e vômitos. Quando as tonturas se tornam mais frequentes, o idoso passa a ter medo de cair, tornando-se mais sedentário, com maiores dificuldade para realizar suas atividades do dia a dia, apresentando baixa de auto-estima baixa e tendência a se isolar.

 

O tratamento para tontura no idoso é complicado devido às inúmeras possibilidades de diagnóstico, portanto só deve ser iniciado após terem sido definidas as causas corretas. Dentre as condutas e orientações gerais, é importante destacar:

• Tratar a doença de base;

• Toma de medicamentos para controle dos sintomas vestibulares;

• Consultas periódicas com médico geriatra para evitar excesso de remédios;

• Ter muito cuidado ao se levantar da cama ou cadeira;

• Em casos de défice na visão, ver indicação de lentes ou óculos;

• Adaptação da casa para evitar as quedas.

É importante realçar que os idosos com tonturas, após o diagnóstico definido, são beneficiados por um programa de exercícios individualizados, realizados num ambiente seguro e acompanhado por um fisioterapeuta. Os objetivos da reabilitação serão o fortalecimento muscular, melhora do equilíbrio, recuperação das funções perdidas e treino das atividades do dia a dia, dando assim mais qualidade de vida ao idoso com tonturas

 

Dicas para idoso ser mais feliz e saudável:

• Caminhar e manter-se fisicamente ativo é bom para o coração e mantém a independência.

• Jogos como cartas, dominó mantém o cérebro ativo.

• Permanecer ao ar livre. A Vitamina D, advinda do sol, ajuda a fixação do cálcio, melhora o ânimo. (use  protetor solar).

• Cantar – O exercício respiratório que fazemos quando cantamos é saudável e combate o stress.

• Tomar de 6 a 8 copos de liquido, diariamente. Preferivelmente água ou suco de frutas naturais coados.

• Comer frutas e vegetais diariamente proporcionará melhor saúde e vitalidade que melhorará a qualidade de vida.

• A casa tem que ser segura e  livre de riscos (degraus, objetos soltos, etc.) Estas pequenas mas importantes atenções evitam machucados, escorregões, quedas e fraturas .

• Sempre que possível o idosos devem ser acompanhados na ida ao banco, pois há criminosos que se especializaram em segui-los para roubar o dinheiro da aposentadoria ou pensão.

• É importante que familiares amigos e vizinhos mais jovens façam visitas de surpresa aos mais velhos, mostrando que há pessoas que se preocupam com eles. Isso pode evitar o ataque de bandidos.

• Instrua constantemente seus pais ou avós para que não informem a estranhos, por telefone, pessoalmente ou na internet, dados bancários e referências sobre onde e como moram.

 

Quedas no Idosos:

Queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma conseqüência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização.

Cada cômodo merece atenção especial:

o banheiro:
1. Use tapetes emborrachados antiderrapantes;
2. Mantenha uma boa iluminação utilizando lâmpadas fluorescentes;
3. Utilizar cores diferentes na parede e no piso em relação ao assento sanitário e a pia do banheiro;
4. Instalar barras de apoio laterais e aumentar a altura do assento sanitário;

o quarto:
1. Usar tapetes fixos ao chão e não encerar o piso;
2. Usar sapatos com solado antiderrapante;
3. Ajustar a altura da cama e colchão firme;
4. Ter um abajur ou interruptor de luz próximo à cama;

a sala:
1. Deixar o caminho livre de fios e sem bagunça;
2. Preferir sofás firmes e altos;
3. Utilizar poltronas com braços;

Falta de apetite em Idosos: O Que Fazer:

A falta de apetite do idoso está muito relacionada com mudanças fisiológicas decorrentes do envelhecimento, com a perda dos sentidos auditivo, olfativo e gustativo, e também pode estar relacionado com a situação econômica, familiar e social que se encontre o idoso. Tudo isso associado à má alimentação habitual do idoso pode trazer sérias conseqüências á sua saúde.

Geralmente o idoso deixa de comer certos alimentos por acreditar que eles podem fazer mal ou causar indigestão, quando na verdade está deixando de ingerir nutrientes fundamentais para prevenção de doenças e manutenção da saúde.

Os idosos tendem a perder peso a partir dos 70 anos, devido á progressiva perda de massa óssea e massa muscular. No entanto, o emagrecimento nesta fase da vida pode também estar relacionada a alterações metabólicas como ocorre na diabete sem controle, em doenças digestivas ou intestinais, na moléstia cancerosa, e também em problemas psicológicos.

Dicas:          

  1. Ofereça alimentos ricos em nutrientes: Muitos idosos não comem aquilo que deviam e a sua alimentação deve ser rica em nutrientes. Dessa forma, deve incentivar um idoso a fazer uma alimentação rica em proteínas e calorias. Baseada por exemplo em gorduras saudáveis (manteigas de nozes, castanhas, sementes e azeite de oliveira), cereais integrais (arroz integral, pão de trigo integral, aveia e cereais integrais), frutas e legumes frescos (enlatados e congelados também são boas escolhas), grãos ricos em proteínas, legumes, carnes e laticínios;

  2. Escolha alimentos saudáveis: Ao utilizar alimentos saudáveis, as refeições serão mais atrativas, o que pode estimular o apetite de uma pessoa. É uma forma de melhorar os aromas e os sabores dos alimentos para pessoas cujos sentidos do paladar e do olfato não são o que costumavam ser;

  3. Faça da refeição um evento social: Muitas das pessoas idosas que vivem sozinhas ou sofrem de depressão, podem parar de cozinhar as suas próprias refeições, perdem o apetite e dependem das refeições que outros preparam. Dessa forma, pode fazer das refeições um encontro de família, é uma boa forma da pessoa idosa se tornar mais interessada em comida e consegue, ao mesmo tempo, reunir toda a família;

  4. Incentive o hábito dos pequenos lanches: Muitas da pessoas idosas não comem muito ou não sentem fome suficiente para fazer três grandes refeições por dia. Dessa forma, a melhor solução é incentivar ou planear vários lanches durante o dia. Uma peça de fruta a meio da manhã e da tarde, um iogurte de cereais, um pão integral, tudo isto são ótimas sugestões;

  5. Cuide de problemas dentários: Manter a saúde oral adequada pode melhorar a nutrição e o apetite. Se a pessoa usar placa dentária, certifique-se que está ajustada; certifique-se também que problemas como as cáries e o tártaro estão tratados;

  6. Vá com a pessoa ao supermercado: Ir sozinho ao supermercado pode ser uma carga de trabalhos para um idoso, tal é a confusão do trânsito, dos centros comerciais e mesmo na dificuldade em arranjar um estacionamento. Ir ao supermercado com a pessoa idosa é uma boa forma de socializar e de conhecer as suas preferências alimentares;

  7. Dê lembranças: Se a perda de memória está a interferir com uma boa nutrição, agende as suas refeições com as da pessoa idosa ao mesmo tempo e ofereça lembranças visuais e verbais sobre quando é hora de comer;

  8. Mantenha a conservação dos alimentos: Mantenha a comida extra à mão em caso de emergência. Os idosos que vivem sozinhos devem manter alguns alimentos enlatados e não-perecíveis no armário, em caso de problemas de saúde que dificultam a ida às compras;

  9. Utilize suplementos vitamínicos com moderação: A ingestão de suplementos vitamínicos para colmatar as deficiências nutricionais é tentadora, contudo deve ter muita atenção à toxicidade destes produtos e ao facto de poderem interferir com a medicação que o idoso possa estar a tomar. Aconselhe-se sempre com o seu médico.

Iatrogenia e Polifarmacia:

O uso indiscriminado e excessivo de medicamentos pode expor pacientes, principalmente os idosos, a efeitos colaterais desnecessários e interações potencialmente perigosas. Além dos idosos consumirem mais medicamentos que outras faixas etárias, eles costumam ser particularmente mais vulneráveis aos efeitos colaterais.

Cabe ao geriatra a identificação das situações de risco e o uso racional dos fármacos, bem como o pronto reconhecimento dos efeitos adversos da terapia, evitando tratar com nova droga o efeito colateral de outra

 

O que são cuidados paliativos:

Cuidados paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais.

 

Princípios dos cuidados paliativos:

·Fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia e outras emergências oncológicas.
·Reafirmar vida e a morte como processos naturais.
·Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.
·Não apressar ou adiar a morte.
· Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.
· Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.
· Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.

 

O que é atestado vital:

A declaração antecipada de vontade, também chamada testamento vital ou diretrizes antecipadas, é um conjunto de instruções e vontades apresentadas por uma pessoa especificando que tratamento deseja receber no caso de padecer de uma enfermidade para a qual a medicina atual não dispõe de cura ou tratamento que possibilite ao paciente uma vida saudável física e mentalmente.

O testamento vital é feito pelo próprio indivíduo enquanto se encontra são e pode ser usado para guiar o tratamento de um paciente desde respeite a ética médica. 

A ideia do testamento vital é permitir a uma pessoa uma "morte digna", a evitar tratamentos desnecessários para o prolongamento artificial da vida ou que tem benefícios ínfimos.

Em geral, as instruções destes testamentos aplicam-se sobre uma condição terminal, sob um estado permanente de inconsciência ou um dano cerebral irreversível que, além da consciência, não possibilite que a pessoa recupere a capacidade para tomar decisões e expressar seus desejos. Em alguns casos, dependendo do país, na ausência de testamento vital, a família é autorizada a tomar as decisões que teríam sido deixadas pelo paciente se o tivesse feito em sanidade mental.

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